Saturday, February 5, 2011

Video - Resumo da Temporada de 1979



Olá a todos.

Com mais um fim de semana à porta não podia deixar de colocar aqui mais um vídeo histórico, desta vez o resumo do Campeonato do Mundo de Fórmula 1 de 1979, nesta temporada a F1 comemorava o 30º aniversário e todos os construtores e pilotos ambicionavam ficar intimamente ligados a esta efeméride.

Para este ano eram esperadas quinze provas espalhadas um pouco por todo o globo e o seu inicio como já vinha sendo hábito seria na América do Sul onde as hostilidades abririam no dia 21 de Janeiro na Argentina, uma boa escolha pois na altura era verão no hemisfério sul e a caravana poderia desta forma desfrutar de um clima bastante ameno sem bem que alguns se queixassem do calor na prova seguinte, disputada em Interlagos, no Brasil.

À semelhança dos anos anteriores também este ano ficaria marcado por uma elevada competitividade e muitas surpresas que se foram desenrolado ao longo do ano e que culminaram num final bem interessante e para muitos imprevisto ao começo tal foi a enorme quantidade de pilotos a vencerem provas e a lutarem pelo ceptro mundial.

Tudo começou com uma surpresa logo na primeira corrida quando a Ligier que estreava o seu novo modelo, o JS11 conseguiu colocar os seus dois pilotos nos primeiros lugares da grelha de partida e acabaria por vencer a prova de forma surpreendente por intermédio de Jaqques Laffite, na altura quase todos ficaram com a sensação que seria sol de pouca dura pois o primeiro GP da temporada costumava ser bastante pródigo em surpresas deste género.

A confirmação do bom momento da Ligier viria logo de seguida no Brasil quando conseguiram ocupar os dois lugares mais altos do pódio com Laffite a repetir a proeza de vencer sendo secundado pelo seu colega de equipe Patrick Depailler.

A partir daqui as coisas tomam um novo rumo e as restantes equipes reagem a este domínio inicial com melhorias significativas nos seus modelos com principal destaque para a Ferrari com o modelo 312T4 que vence as próximas provas na Africa do Sul e no GP dos Estados Unidos Este com Gilles Villeneuve ao volante.

No Grande Prémio seguinte, em Espanha a Ligier dá o último suspiro da época e a vitória pertence a Patrick Depailler, depois disso será sempre a cair até ao final do ano, logo de seguida a Ferrari volta a dar a resposta e vence mais duas provas, na Bélgica e no Mónaco, desta vez com Jody Scheckter, o chefe de fila da equipe Italiana.

Em França dá-se uma das provas mais emocionantes de sempre, não pela primeira vitória de um modelo turbo, o Renault RS10 de Jabouille mas pela luta que é disputada imediatamente, uma luta pelo segundo lugar protagonizada por Villeneuve em Ferrari e por René Arnoux da Renault, quem não se lembra das imagens onde estes grandes pilotos disputam cada curva, volta após volta levanto todos aqueles que assistiram ao vivo e também em casa ao rubro?

Na prova seguinte, em Silverstone na Grã-Bretanha acontece outra reviravolta e mais um evento histórico, Clay Regazzoni obtém a primeira vitória da história da Williams que tinha lançado à bem pouco tempo aquele que virá a ser considerado por muitos como o melhor F1 a aproveitar ao máximo o efeito de solo, o Williams FW07.

A partir daqui Alan Jones consegue levar o FW07 ao lugar mais alto do pódio por mais quatro vezes, vence na Alemanha, na Austria, Holanda e mais tarde também no Canadá, pelo meio fica mais uma vitória de Scheckter na Itália, onde é elevado ao estatuto de herói pelo "Tiffosi" que já o viam como o novo Campeão do Mundo pois o Sul-Africano tinha feito uma temporada bastante regular, vencera 3 provas mas termina sempre nos pontos com a excepção de um sétimo lugar e duas desistências.

No final do ano Villeneuve consegue vencer a última prova do ano mas termina o campeonato como vice-campeão e ainda hoje há quem acredite que não deu tudo por tudo ao longo do ano porque tinha instruções da equipe para ajudar Scheckter a vencer mas tinha ficado a promessa que em breve seria ele mesmo o primeiro piloto da Scuderia e que tudo fariam para o tornar Campeão também, só que a história nunca deixou que assim fosse...













Um grande abraço a todos.

Pedro Costa

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